sábado, 22 de julho de 2017

Feliz aniversario ( 20 de julho de 2017 )

Foi assim que me vesti em seducao, e procurei um novo angulo.  Que me desse a proporcao de minha boca carnal, meus olhos indagativos, e meu pedido em forma de cor.
Desfilando minha lingerie, busquei por pontos onde meus seios se ressaltavam, meu cabelo formava um desalinho, e meu eu fosse tao somente convite.
Feliz aniversario, mais um ano de vida.
Para onde o desejo me levar, que fique comigo e goze.  Que instigue, e sussurre uma promessa de deleite.
Buscando por mim mesma, nuances descobri.  De como a idade faz efeito, nao se somando ao efemero do capricho insinuado.  A maturidade sussurra um enlevo exposto, que a coragem revela mundo afora.  A peca intima me faz desnuda aos olhos dos que a querem ver alem.
Declamando um poema de Pessoa, digo gracas a vida, que me da a forca de viver um erotismo adulto, na sofreguidao das paredes de minha solidao incontida, querendo o coito, nao mais antes reprimido.
Facam-se labios que beijem e lambam, na predestinada cor de minha fantasia.  Liberte-se minha lingerie aos olhos de quem me saiba apreciar.  E estarei nua como sempre o quis, emponderada pela coragem.
Um passo dado, e meu rosto e unico.  Sereno, consciente, docil e entregue, num perfil que atravesse mares de desejos, em so ousadia.  Dispa-me aquele que encontrar minhas vozes, no labirinto de perguntas sem respostas, eu que sou a clamar pelo meu ardor.
Faca-me sua, sem recatos ou maldades, ciencia ou percepcao, pois a verdadeira entrega dos corpos nao tem nome ou identidade.  Saboreia-se ao fluir dos momentos, e se entrega ao alcance da ternura ou paixao.
Sou eu, make up e minhas curvaturas, do meu seio que pede carinho e prazer, sendo assim o exponho.  Para que me ressaltem a vontade, doce arcabouco de duas linhas definidas pedindo a mao do afago.
Nao se olvide de mim, pois minha boca o pede.  Encha-a de beijos e linguas, para eu me esquecer nesse relento.  Saboreie a ternura de minha carne, e os sussurros que pronunciarei ao lhe encontrar.
Minhas maos la estarao, para segurar meu desejo.  Apertar-me inteira a voce, a pedir que nao se va, pois e e sempre sera cedo, nos relogios que nao conduzem a nada que o inevitavel.
Sinta em mim o por nos.  Toque meu cabelo molhado, e o seque com sua respiracao ofegante.  Aqui estou, somente para ser seu prazer.
Domine-me como e onde for, sem tristeza ou covardia, num baile de dancas a rigor, ou em um bar, cenarios incredulos de imaginacoes descontextualizadas.   Trouxemo-nos a vida pagando, com ela, a vertigem do prazer.
Peca-me muito e mais, pois so sua serei.  No meu ardor e ganancia, atimo de primavera e luz.  Escondo-me no desejo incontido, e respiro voce.
Meu peito aberto, esperando suas maos.  Minha vagina, sua penetracao.  Incognitas, um registro de volupia sem nome.
Sigo.  A procura vem de encontro a mim sem, absolutamente, esbocar uma palavra.
Deixo-me a voce. A quem queira me entrego.  E do prazer vivo folhas e remeniscencias plantadas no gosto doce do amanha, surgido a galope.

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